O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) afirmou que o governo vai investir R$ 2,4 bilhões em compras para o SUS, aplicando margens de preferência a equipamentos de tecnologia nacional. A medida autoriza adquirir produtos brasileiros até 20% mais caros que similares importados.
O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, disse que as compras públicas são instrumento para defender a economia e fortalecer o setor de dispositivos médicos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentou que a estratégia garante soberania e segurança no sistema de saúde.
A decisão vem em reação ao tarifaço de até 50% imposto pelos Estados Unidos a dispositivos médicos, que prejudica as exportações brasileiras. Paulo Henrique Fraccaro, CEO da Abimo, alerta para o desafio de absorver custos ou buscar novos mercados diante das tarifas.
A resolução do governo lista mais de 10 mil equipamentos para atenção básica, cirurgias e procedimentos oftalmológicos, além de dispositivos de precisão diagnóstica e terapêutica. Para atenção primária, o foco é integrar digitalmente os atendimentos, reforçar prevenção e diagnóstico precoce.
O Brasil produz atualmente cerca de 45% dos insumos de saúde, com meta de alcançar 50% até 2026 e 70% até 2033.