O vice‑governador Daniel Vilela lançou nesta quarta‑feira (12/11) o Programa Goiás pelo Mundo, iniciativa do Goiás Social que vai oferecer intercâmbios, bolsas de mestrado e missões internacionais para mais de 2.000 estudantes, professores, pesquisadores e servidores públicos nos próximos cinco anos. Segundo Vilela, “é um investimento em educação, em ciência, em pessoas — no capital humano”, com foco em formar profissionais qualificados, especialmente em áreas tecnológicas e com fluência em outros idiomas.
O programa prevê intercâmbios já a partir de 2026, com meta de levar 200 estudantes por ano até 2030, e oferece também bolsas e crédito subsidiado para mestrados nas melhores universidades do mundo; a previsão é de 150 bolsas no exterior nos próximos cinco anos. A primeira turma selecionada parte em janeiro de 2026: 39 alunos das Escolas do Futuro de Goiás que venceram a 1ª Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada farão um intercâmbio de um mês em Sydney, Austrália, com todas as despesas custeadas pelo governo estadual.
Alunos selecionados comemoraram a oportunidade como uma chance de imersão acadêmica e cultural. “Não é todo dia que você vai pra Austrália com tudo pago”, disse um dos beneficiados, ressaltando expectativas de aperfeiçoamento do inglês e ganho curricular. O vice‑governador afirmou que experiências semelhantes em outros locais têm apresentado resultados positivos e que o objetivo é posicionar Goiás entre os estados mais preparados para competir no cenário global da educação e da inovação.
O Goiás pelo Mundo será gerido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio do Goiás Social, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), a Secretaria de Estado da Administração (Sead) e o Instituto Trajetórias, entidade sem fins lucrativos apoiada pelas fundações Lemann e VélezReyes+. Entre as instituições internacionais citadas como parceiras para bolsas de mestrado estão Yale, University College London, Imperial College London, McGill, Tsinghua Shenzhen e École Polytechnique; os primeiros editais para essa modalidade devem ser lançados em fevereiro de 2026.
A iniciativa tem como objetivo desenvolver competências linguísticas, interculturais e socioemocionais, preparando jovens e profissionais para carreiras globais em tecnologia e inovação, além de fortalecer a pesquisa científica local por meio da participação em missões e eventos internacionais.