Goiás encerrou 2025 como o quinto estado com menor taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes no Brasil, segundo levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgado nesta quarta‑feira (21/01). O índice goiano ficou em 11,27 homicídios por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 15,97, posicionando o estado entre os destaques nacionais em segurança pública.
O resultado, segundo o governo estadual, reflete uma trajetória de queda sustentada na criminalidade. Em números absolutos, Goiás registrou 808 homicídios em 2025, queda de 16% em relação a 2024 (959) e redução de 62% frente a 2018 (2.117). “Estamos trazendo a incidência de crimes no nosso estado a patamares mínimos. E a segurança pública dá sustentação para que todos os outros setores da economia e da sociedade possam avançar”, afirmou o governador Ronaldo Caiado.
O levantamento federal aponta concentrações mais altas de mortes violentas em estados do Nordeste — com Ceará (32,6), Pernambuco (31,6) e Alagoas (29,4) entre os piores índices — enquanto as menores taxas foram registradas em São Paulo (5,44), Santa Catarina (6,38) e Distrito Federal (8,88). O Ministério considera como mortes violentas homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte.
A evolução em Goiás acompanha dados internos do governo que atribuem a melhora a um conjunto de medidas implementadas desde 2019: investimentos superiores a R$ 30 bilhões, contratação de mais de 1,6 mil policiais militares, construção e modernização de unidades de segurança, aquisição de viaturas e equipamentos e ampliação do sistema prisional. Autoridades estaduais destacam que a combinação de reforço operacional e investimentos em infraestrutura foi determinante para a redução dos índices criminais.
Especialistas consultados apontam que, além do aumento do efetivo e da tecnologia, políticas integradas de prevenção e ações sociais são essenciais para consolidar a queda da violência a médio e longo prazo. Para o governo, os números de 2025 servem como base para ampliar programas de segurança e manter a tendência de redução, com foco na proteção das comunidades e na garantia da ordem pública.