Representantes do setor empresarial manifestaram nesta segunda‑feira, 30 de março, apoio às ações de reordenamento urbano promovidas pela Prefeitura de Goiânia nas regiões do Centro e de Campinas, com ênfase na reorganização do comércio ambulante. Para líderes do comércio e das cooperativas, as medidas têm melhorado o ambiente de negócios, aumentado a sensação de segurança e estimulado a retomada econômica em áreas que vinham sofrendo com desordem e evasão de investimentos.
O presidente do Sistema OCB‑GO, Luiz Alberto Pereira, avaliou que a iniciativa traz benefícios amplos: “Melhora para os empresários, para o consumidor e para os próprios ambulantes. O prefeito está dando uma abordagem humana a essa questão, sendo incisivo nos resultados, mas de forma moderada, compatibilizando interesses.” Na visão de Antônio Ferreira Filho, presidente da Associação Comercial e Industrial do Centro de Goiânia e Adjacências (ACIC), a reorganização já começa a refletir no retorno de atividades econômicas ao Centro. “Quando há organização e sensação de segurança, isso naturalmente atrai negócios e pessoas novamente”, afirmou.
Representantes de setores específicos também destacaram o equilíbrio buscado pela gestão. Leandro Fleury, presidente do Sindióptica Goiás, ressaltou a necessidade de conciliar dignidade aos trabalhadores informais com a regulação do espaço público: “Os ambulantes são cidadãos e precisam ser tratados com dignidade. Ao mesmo tempo, é necessário reorganizar o comércio para que a ilegalidade não seja vista como regra.” Para Thiago Falbo, presidente da ACIEG, a ação corrige distorções concorrenciais ao coibir a ocupação irregular do espaço público por quem não cumpre obrigações tributárias, fortalecendo o comércio formal.
O reordenamento combina intensificação da fiscalização, ordenamento urbano e abordagem social, com atuação integrada da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas para Mulheres (Semasdh). A estratégia privilegia a pré‑abordagem: diálogo, oferta de regularização, levantamento socioeconômico e encaminhamento para programas sociais, segundo a Prefeitura.
A titular da Semasdh, Erizânia Freitas, afirmou que a assistência social acompanha todas as ações para garantir alternativas às famílias impactadas, como aluguel social, cestas básicas, acolhimento e inclusão no CadÚnico, além de oportunidades de qualificação e microcrédito. “Nenhuma dessas famílias fica sem apoio ou sem alternativa”, disse, destacando visitas domiciliares e encaminhamentos para espaços regularizados de trabalho.
Empresários ouvidos pela reportagem afirmam que a percepção de segurança e a organização do espaço público têm atraído clientes e incentivado a reabertura de estabelecimentos no Centro e em Campinas, o que pode impulsionar geração de emprego e renda local. A Prefeitura afirma que o reordenamento seguirá com ações integradas e monitoramento contínuo para conciliar ordem urbana, proteção ao trabalho informal e estímulo ao desenvolvimento econômico.