O governador Daniel Vilela intensificou nesta semana a ofensiva contra a criminalidade em Goiás com uma série de medidas que combinam ações operacionais, investimentos em infraestrutura e um pacote histórico de valorização dos servidores de segurança. Em cinco dias foram deflagradas 16 operações que miraram facções e crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e golpes bancários, com desdobramentos em cinco estados e prisões em larga escala. “A vida de bandido vai piorar nesse Estado”, afirmou o governador, ao destacar a amplitude das ações destinadas a garantir segurança à população.
A Polícia Civil realizou, apenas na terça‑feira (19/05), seis operações simultâneas conduzidas por unidades especializadas, com cumprimento de mandados também em São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e no Distrito Federal. Entre as iniciativas mais expressivas está a sétima fase da operação Destroyer, apontada como a maior ação já realizada contra facções: foram 276 prisões, 443 ordens judiciais cumpridas e o bloqueio de R$ 235 milhões em bens e valores ligados às organizações criminosas, segundo o delegado‑geral André Ganga.
No plano estrutural, o governo entregou um novo presídio em Formosa com capacidade para 400 detentos e tecnologia de segurança, além de inaugurar a sede revitalizada da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Planaltina, reforçando o atendimento humanizado às vítimas de violência. Em Formosa também foi vistoriada a implantação do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) regional da Polícia Militar, responsável por operacionalizar a plataforma IA Contra o Crime, sistema de inteligência artificial lançado em janeiro que analisa imagens de videomonitoramento e cruza dados em tempo real para localizar suspeitos. “Nenhum Estado tem um sistema de inteligência artificial tão eficiente como o nosso”, afirmou Vilela ao destacar o papel da tecnologia no combate ao crime.
Paralelamente às operações e entregas, o governador anunciou um pacote de valorização profissional para todas as carreiras da segurança pública, com impacto orçamentário estimado em R$ 441 milhões ainda este ano e que pode chegar a R$ 771 milhões em 2027, sujeito à aprovação da Assembleia Legislativa. Entre as medidas previstas estão o pagamento de auxílio‑alimentação de R$ 1.000 para 24 mil servidores das forças policiais e de salvamento, aumento de 50% na hora‑aula de instrutores (com teto mensal ampliado para R$ 1.050), elevação da indenização por localidade de R$ 552 para R$ 828 para 4,1 mil servidores e reajustes de até 13,3% nos serviços extraordinários em escala de plantão. O pacote soma‑se ao reajuste de 4,26% da data‑base já sancionado e em vigor desde 1º de maio.
As ações conjuntas — operações policiais, entregas de unidades e modernização tecnológica — reforçam a estratégia do governo de combinar repressão qualificada com políticas de fortalecimento institucional e valorização profissional. Autoridades destacam que a integração entre inteligência, infraestrutura prisional e incentivos salariais visa não só reduzir índices criminais no curto prazo, mas também consolidar um sistema de segurança pública mais eficiente e sustentável. Com as recentes medidas, Goiás busca ampliar a capacidade de investigação, acelerar o cumprimento de mandados e ampliar a presença do Estado nas áreas mais vulneráveis, ao mesmo tempo em que oferece melhores condições de trabalho às forças que atuam no combate ao crime.