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Espanha bicampeã do mundo: Ferran Torres decide na prorrogação após domínio sobre a Argentina

A Espanha conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo ao vencer a Argentina na final, em partida decidida na prorrogação por um gol de Ferran Torres, que entrou no segundo tempo e marcou após cruzamento de Pedro Porro e desvio de Nico Williams. A Fúria dominou o confronto desde o apito inicial, controlando 65% da posse de bola e finalizando 20 vezes contra apenas 2 da Albiceleste, mas só conseguiu furar a defesa rival na 20ª tentativa, quando a paciência e a organização tática de Luis de la Fuente finalmente se transformaram em gol.

O triunfo sela a volta da Espanha ao topo do futebol mundial 16 anos depois do título de 2010, coroando um trabalho de renovação que já rendeu a Eurocopa e revelou nomes como Cucurella, Rodri, Olmo, Lamine Yamal e Oyarzabal. Em campo, a seleção espanhola repetiu a receita que a levou até a final: controle de jogo, circulação entre linhas e forte compactação defensiva, anulando as tentativas argentinas de contra-ataque e obrigando Lionel Scaloni a buscar alternativas no meio-campo.

A Argentina, que chegou à decisão após uma campanha dramática com viradas e prorrogações, sofreu para criar oportunidades claras. O time de Scaloni só conseguiu finalizar nos minutos finais da prorrogação e contou com as incríveis 11 defesas de Dibu Martínez para manter o placar equilibrado até o momento decisivo. A expulsão de Enzo Fernández por segundo amarelo, já nos acréscimos do tempo regulamentar, complicou ainda mais a missão albiceleste e abriu espaço para a pressão espanhola na prorrogação.

No primeiro tempo, a Espanha controlou o ritmo e levou perigo com chutes de fora e jogadas pelas pontas; Lamine Yamal e Oyarzabal foram incisivos, e Unai Simón apareceu seguro nas saídas. No segundo tempo, as melhores chances seguiram sendo espanholas: Baena, Olmo e Cucurella exigiram intervenções de Dibu, e Ferran Torres, ao entrar, cabeceou em cima do goleiro antes de, já na prorrogação, aproveitar a assistência para definir o título. Dois gols espanhóis foram anulados — um por pisão de Merino em Otamendi e outro por impedimento —, mas nada tirou o mérito da persistência tática da equipe campeã.

Além do troféu, a conquista reforça a transição bem-sucedida da seleção espanhola, que agora soma dois Mundiais e confirma a eficácia do projeto de De la Fuente. Para a Argentina, a derrota impede a histórica defesa do título; o torneio também pode marcar a despedida de Lionel Messi em Copas do Mundo, encerrando uma trajetória que buscava o desfecho perfeito.

A final ficará marcada pelo contraste entre domínio estatístico e dificuldade em converter chances: a Espanha transformou superioridade em vitória apenas na prorrogação, com Ferran Torres entrando para a história como o autor do gol que devolveu a Fúria ao topo do futebol mundial.

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