Fechada há quase duas décadas, a sede do Jóquei Clube de Goiás, no Setor Central de Goiânia, deu os primeiros passos para sua recuperação. Um mutirão realizado entre os dias 5 e 7 de novembro reuniu cerca de 30 voluntários de diversas áreas para promover a limpeza, organização e levantamento das necessidades estruturais do espaço, com o objetivo de prepará-lo para voltar a receber atividades no futuro.
A iniciativa integra o projeto Jóquei em Ação, que reúne profissionais das áreas de engenharia, arquitetura, administração, marketing, contabilidade e direito. Nesta primeira etapa, as equipes concentraram os trabalhos na sala de troféus e no arquivo histórico da instituição.
Além da limpeza, os voluntários atuaram na identificação, catalogação e organização de documentos e objetos que fazem parte da história do clube. Parte do acervo deverá ser digitalizada para garantir a preservação da memória da instituição, considerada uma das mais tradicionais de Goiânia.
Segundo a presidente do Jóquei Clube de Goiás, Nívea de Paula, a prioridade neste momento é compreender as condições do imóvel e definir as intervenções necessárias para sua recuperação.
“O hipódromo da Lagoinha segue em atividade, mas a sede permaneceu fechada durante anos. Agora, queremos entender tudo o que precisa ser feito e iniciar esse processo pela limpeza e organização”, afirmou.
Estrutura ainda precisa de reparos
Apesar do avanço inicial, a reabertura da sede para eventos ainda depende de uma série de melhorias. O imóvel necessita de reparos estruturais, pintura, recuperação das redes elétrica e hidráulica, além de adequações em diversos ambientes, incluindo os banheiros.
A direção do clube busca ampliar a participação de voluntários e captar parcerias para viabilizar a recuperação. Atualmente, a arrecadação da instituição não é suficiente para custear uma reforma completa.
Carnaval de 2027 está entre as possibilidades
Entre os projetos em análise está a utilização da sede para atividades ligadas ao Carnaval de Goiânia em 2027. A diretoria já iniciou conversas com blocos carnavalescos, mas ainda não há definição sobre a realização dos eventos.
A ideia é que o espaço possa receber atividades de abertura ou encerramento da programação carnavalesca, dependendo do andamento das obras e das adequações necessárias para receber público.
Além disso, grupos esportivos demonstraram interesse em estabelecer parcerias com o clube, embora as propostas ainda estejam em fase de avaliação.
Espaço poderá ter programação aberta à população
A meta da atual gestão é transformar a sede em um espaço de convivência aberto à cidade, com programação cultural, esportiva e de lazer que vá além das atividades voltadas aos associados.
Entre os projetos discutidos está a criação de um polo gastronômico, iniciativa que ainda depende de processos de regulamentação, obtenção de licenças e alvarás.
De acordo com Nívea de Paula, a intenção é devolver o imóvel ao cotidiano da população goianiense e aproveitar o potencial da estrutura, que permanece preservada apesar dos anos de fechamento.
Resgate da história e da memória de Goiânia
Mais do que recuperar um imóvel, a revitalização da sede busca preservar um patrimônio afetivo da capital. Para a presidente do clube, que cresceu frequentando o espaço, o projeto representa um resgate da história construída por gerações de famílias goianas.
A expectativa é que a recuperação permita não apenas conservar a memória do Jóquei Clube, mas também criar novas oportunidades de lazer, cultura e convivência para a população, garantindo que a instituição volte a ocupar um papel de destaque na vida da cidade.