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Luziânia adota Wolbachia para frear dengue, zika e chikungunya

A Prefeitura de Luziânia inicia este mês a implantação do método Wolbachia, técnica sustentável que libera mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria natural Wolbachia, capaz de bloquear a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

O projeto é coordenado pelo Wolbito do Brasil, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia. Em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande e Niterói, a estratégia chegou a reduzir em até 70% os casos de dengue.

A liberação dos mosquitos ocorrerá de forma controlada e gradual em bairros previamente definidos, utilizando potes e caixas instalados em pontos públicos. Ao se reproduzir, o Aedes aegypti infectado transmite a Wolbachia às gerações seguintes, mantendo a barreira biológica contra os arbovírus.

“Essa é uma estratégia segura, eficaz e ambientalmente correta. A Wolbachia não causa danos à saúde humana nem ao meio ambiente. É um reforço valioso no enfrentamento às arboviroses”, afirma o secretário municipal de Saúde, Glênio Magrini.

Além das ações de campo, o método inclui atividades educativas em escolas, unidades de saúde e espaços comunitários, com palestras e oficinas para explicar a metodologia e engajar a população.

A Prefeitura reforça, no entanto, que o Wolbachia não substitui as medidas tradicionais de controle, como o descarte adequado de lixo e a eliminação de criadouros de água parada. Moradores poderão acompanhar cada etapa do projeto e esclarecer dúvidas junto às equipes responsáveis.

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