Em Belém (PA), a arquiteta Tuane Costa e o administrador Thales Barca lançaram um modelo de casas modulares em formato de cúpula, com vista para o céu e estrutura pensada para se integrar à natureza: os domos geodésicos. Produzidos com madeira de manejo florestal, plástico reciclado e resíduos de açaí prensados, eles custam a partir de R$ 60 mil e chegam à obra com rede elétrica e hidráulica pré-instaladas, garantindo isolamento térmico e acústico desde o primeiro dia.
A proximidade da COP 30 em novembro impulsionou a procura pelos domos, que também incorporam ladrilhos regionais e móveis feitos com sobras de madeira local. A montagem rápida e as opções de automação—comando de voz e fechadura digital—tornam o interior ao mesmo tempo funcional e aconchegante. “Quando se está determinado dentro de um projeto, o céu acaba sendo o limite. Estamos colhendo frutos de um trabalho de anos, e vamos muito longe”, afirmam os sócios.