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Goiás registra queda de 8% no número de mortes por choque elétrico

Goiás encerrou o primeiro semestre de 2025 com 11 mortes por choque elétrico, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica divulgado pela Abracopel, resultado que acompanha a redução observada na região Centro‑Oeste, onde os óbitos caíram de 48 em 2024 para 44 neste ano — uma queda de aproximadamente 8,3%. No panorama nacional, as mortes por choque elétrico recuaram 15% no mesmo período, passando de 448 para 388 casos, mas a associação alerta que os dados semestrais ainda não permitem projetar uma tendência definitiva para o ano.

O diretor executivo da Abracopel, Edson Martinho, explica que os acidentes elétricos são fortemente influenciados por fatores climáticos: ventos fortes e chuvas intensas aumentam o risco ao provocar queda de árvores, rompimento de fios e deixar cabos energizados em áreas de circulação. Por isso, é comum observar uma redução no meio do ano seguida de novo aumento nos meses finais, quando as chuvas retornam e o fluxo de pessoas nas cidades cresce durante as festas de fim de ano.

Os locais mais frequentes de ocorrência continuam sendo as redes aéreas e as residências. Em 2025, as mortes em redes aéreas atingiram o menor patamar dos últimos quatro anos, enquanto os acidentes dentro de moradias registraram queda de cerca de 40%, segundo a Abracopel. Em contrapartida, os incêndios de origem elétrica seguem em alta no país: foram 632 incêndios no primeiro semestre de 2025, ante 467 no mesmo período de 2024, tendência atribuída a instalações internas precárias e ao uso de fios e cabos de baixa qualidade.

Casos recentes em Goiás reforçam o alerta sobre os perigos da exposição à rede elétrica. Em Goiânia, o jovem Keven Costa, de 25 anos, morreu ao sofrer descarga elétrica enquanto trabalhava em uma estrutura metálica; o resgate precisou de empilhadeira, mas a vítima já estava sem vida. Outro episódio de grande repercussão envolveu a adolescente Náthaly Rodrigues do Nascimento, de 17 anos, que ao deixar o trabalho durante forte chuva entrou em contato com fiação de média tensão e morreu no local, apesar do atendimento do Samu.

Diante desse cenário, a Abracopel reforça recomendações práticas: priorizar materiais de qualidade, contratar mão de obra especializada e evitar intervenções improvisadas em instalações elétricas. A associação lembra que segurança elétrica não é detalhe técnico, mas questão de preservação de vidas, e que a manutenção preventiva e a sinalização de riscos em áreas de circulação são medidas essenciais para reduzir novos acidentes.

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