O Hospital e Maternidade Dona Íris passou a utilizar móbiles terapêuticos nas unidades UTIN e UCIN para ampliar o estímulo visual e motor de recém‑nascidos internados, mesmo em casos de permanência prolongada. A iniciativa busca reproduzir, de forma segura, parte dos estímulos que os bebês receberiam em casa, contribuindo para um desenvolvimento mais próximo do esperado e para uma alta com qualidade.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, o ambiente hospitalar costuma limitar a variedade de estímulos sensoriais; os móbiles entram como estratégia de humanização do atendimento e promoção do desenvolvimento neuropsicomotor. A fisioterapeuta Letícia Ferreira explica que a presença dos dispositivos facilita a observação de marcos de desenvolvimento e ajuda a prevenir alterações como assimetria craniana e torcicolo, ao estimular contato visual, percepção de cores, brilho e texturas, além de movimentos de alcance.
O caso da pequena Sarah da Cruz Machado ilustra o efeito prático da ação: após a instalação do móbile, a bebê demonstrou interesse em alcançar os objetos, sinalizando ganho de coordenação e atenção. Letícia ressalta que, embora recém‑nascidos muito jovens tenham visão imatura, a estimulação gradual por meio de cores e texturas acelera a maturação sensorial e motora nos meses seguintes.
Além dos ganhos no desenvolvimento infantil, a medida reforça o acolhimento às famílias. Mães e responsáveis percebem que o cuidado vai além do tratamento clínico, trazendo conforto emocional e confiança na equipe multidisciplinar durante um período sensível. A iniciativa também valoriza recursos internos: os móbiles são confeccionados com materiais disponíveis na própria unidade, combinando cores, formatos e texturas para despertar o interesse dos pacientes sem comprometer a segurança.
A adoção dos móbiles terapêuticos pela Maternidade Dona Íris representa um passo importante na integração entre cuidados clínicos e estímulos de desenvolvimento, alinhando práticas de reabilitação precoce à humanização da UTI neonatal.