A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), começou nesta semana a oferta do anticorpo monoclonal Nirsevimabe na rede municipal, medida voltada a bebês prematuros e crianças com comorbidades para proteção contra formas graves de infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite. Segundo o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, “a aplicação de Nirsevimabe é mais uma estratégia de combate à bronquiolite, que visa proteger de forma diferenciada bebês e crianças com maior risco de desenvolver complicações respiratórias graves”. Pellizzer destacou que, por se tratar de um anticorpo pronto, o imunizante confere proteção imediata após a aplicação, diferentemente das vacinas tradicionais.
O Nirsevimabe é indicado para prematuros nascidos com até 36 semanas e seis dias de gestação e para crianças menores de dois anos com comorbidades como doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, síndrome de Down, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento grave, fibrose cística, doenças neuromusculares graves, anomalias congênitas das vias aéreas e outras doenças pulmonares graves. A administração ocorre em dose única para prematuros e em uma ou duas doses para crianças com comorbidades, conforme orientação clínica.
O imunizante já foi incorporado ao SUS neste ano e substitui o Palivizumabe, que exigia múltiplas doses mensais e dificultava a adesão ao esquema. A gerente de Imunização da SMS, Nayara Parente, explicou que as maternidades municipais Célia Câmara, Nascer Cidadão e Dona Íris aplicarão o anticorpo em bebês e crianças atendidos pela rede, enquanto o Centro Municipal de Vacinação e Orientação ao Viajante (CMV) do Setor Pedro Ludovico atenderá pacientes de Goiânia que se enquadrem nas indicações. Para crianças que não nasceram na rede municipal, a aplicação no CMV exige apresentação de documento do bebê, relatório ou prescrição médica com indicação de Nirsevimabe e comprovação da idade gestacional ao nascimento, no caso dos prematuros.
A estratégia já foi colocada em prática no Hospital e Maternidade Célia Câmara, onde as gêmeas Heloísa e Helena Padilha, nascidas com 34 semanas, receberam as doses do anticorpo. O obstetra Rafael Mazon afirmou que “a aplicação do Nirsevimabe ainda no ambiente hospitalar é estratégica para reduzir a probabilidade de agravamentos clínicos e reinternações” e ressaltou a segurança e eficácia do imunizante.
A SMS reforça que a medida busca reduzir internações e complicações respiratórias graves em lactentes de maior risco, integrando vigilância clínica e ações de imunização preventiva. Pais e responsáveis devem procurar as maternidades municipais ou o CMV para orientação sobre elegibilidade e documentação necessária.