A Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lançou a Campanha de Carnaval 2026 com foco na prevenção combinada das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), alinhada às recomendações da Organização Mundial da Saúde. Ao longo de fevereiro, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) intensificam a oferta de testes rápidos gratuitos para HIV, sífilis e hepatites B e C, além da distribuição de preservativos masculinos e femininos, gel lubrificante e material educativo, e de ações em pontos estratégicos da cidade para ampliar o acesso durante o período carnavalesco.
Entre os dias 5 e 12 de fevereiro, equipes da SMS farão blitz com testagem em locais como Praça da Juventude e Aparecida Shopping, com expectativa de alcançar cerca de 1.000 pessoas por dia e realizar aproximadamente 4.000 testes no período. A estratégia combina testagem rápida — que permite diagnóstico em até 30 minutos — com oferta de PrEP e PEP, garantindo encaminhamento e início imediato do tratamento quando necessário, além de ações direcionadas a populações-chave como trabalhadores do sexo, pessoas privadas de liberdade e usuários de substâncias.
O reforço das ações responde a um cenário epidemiológico preocupante: queda no uso de preservativos entre jovens e baixa adesão à testagem, apesar da oferta gratuita pelo SUS. Em 2024, Aparecida de Goiânia registrou 281 casos de HIV/aids, o que motiva a SMS a intensificar educação em saúde, reduzir o estigma e interromper cadeias de transmissão por meio do diagnóstico precoce. Profissionais da vigilância epidemiológica e do programa de IST/AIDS orientam que gestantes realizem testes no início do pré-natal, no terceiro trimestre e no parto, medida essencial para prevenir a transmissão vertical.
A campanha também reforça medidas práticas de prevenção individual: uso consistente de preservativos, descarte adequado de recipientes que acumulam água (evitando criadouros de vetores), e busca ativa por testagem nas UBS. A SMS destaca que a prevenção é compartilhada — metade da responsabilidade cabe ao poder público e metade à população — e pede que a comunidade receba os agentes de saúde, acolha orientações e aproveite a testagem rápida disponível durante todo o mês nas unidades que oferecem o serviço.