O prefeito Sandro Mabel encaminhou à Câmara Municipal o projeto de lei Morar no Centro, que prevê incentivo financeiro para atrair moradores ao Setor Central e reativar a economia local. A proposta oferece subsídio de até 50% do valor do aluguel por até três anos — limitado a R$ 800 mensais — para famílias que aceitarem se mudar para imóveis no Centro, com objetivo de reocupar prédios vazios, estimular atividades comerciais e promover requalificação urbanística.
Segundo a Prefeitura, o programa pode atender até 3 mil famílias e prevê isenção de IPTU para os imóveis participantes durante o período do benefício. A iniciativa contempla imóveis desocupados há mais de 12 meses e edificações adaptadas para uso residencial, como antigos hotéis, desde que atendam critérios mínimos de habitabilidade, segurança e regularidade, sujeitos à fiscalização municipal. A administração deixa claro que o subsídio será pago diretamente ao locatário para custear parte da locação, sem que a Prefeitura atue como fiadora ou interveniente nos contratos, preservando a relação privada entre locador e inquilino.
Ao defender a proposta, Mabel destacou o impacto esperado na dinâmica urbana: “O Centro vai receber 10 mil pessoas. Vão ser 3 mil imóveis, que a gente espera aí uma média de três pessoas e meia por imóvel. A pessoa trabalha no Centro, mas mora longe. Muitas vezes paga um aluguel mais barato, mas gasta tempo e dinheiro no deslocamento. A ideia é ajudar a trazer essas pessoas para morar aqui.” O prefeito também citou intervenções já realizadas, como a requalificação da Rua 8, e anunciou planos para revitalizar avenidas como Anhanguera e Goiás como parte de um projeto maior de recuperação do Centro.
O texto do projeto prevê a criação de um cadastro específico de beneficiários, integrado a outras bases de dados da administração municipal, com prioridade para mulheres chefes de família, idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças e adolescentes. A Prefeitura estima que a ocupação residencial contribuirá para a recuperação de imóveis existentes, atração de investimentos privados e fortalecimento do comércio e da vida cultural na região.
O projeto já foi protocolado na Câmara Municipal e segue para tramitação legislativa. A Prefeitura afirma que as etapas seguintes incluem análise das comissões competentes e votação pelos vereadores. Enquanto isso, a gestão municipal reforça que a proposta será implementada por etapas, com intervenções graduais para garantir requalificação e segurança aos novos moradores.