A Secretaria Municipal de Educação de Goiânia lançou nesta quarta‑feira, 1º de abril, a 2ª edição do Abril Azul – Inclusão e Respeito ao Autismo, com a campanha Vista Azul como ação central para mobilizar profissionais, estudantes e famílias em torno da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista. A iniciativa antecede o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, e reforça o compromisso da rede municipal com a inclusão escolar e o respeito à diversidade.
Atualmente a rede municipal de Goiânia atende 3.434 estudantes com TEA entre cerca de 120 mil matriculados, número que cresceu de forma expressiva desde 2019, quando havia menos de 400 alunos identificados. Segundo Lianna Gusmão, gerente de Inclusão, Diversidade e Cidadania da SME, esse aumento torna urgente um olhar qualificado e contínuo para as práticas de inclusão: “o crescimento do público com TEA exige políticas, formação e adaptações pedagógicas permanentes para garantir o direito à educação de qualidade”.
O projeto Abril Azul funciona ao longo de todo o ano, com intensificação das ações em abril. Escolas, Centros Municipais de Educação Infantil e Centros Municipais de Apoio à Inclusão recebem orientações para promover atividades que estimulem a empatia e o respeito às diferenças. Cada unidade tem autonomia para adaptar a programação, que pode incluir rodas de conversa, contação de histórias, oficinas interativas, produções artísticas e momentos de sensibilização voltados a estudantes, famílias e profissionais da educação.
A cor azul foi escolhida como símbolo da campanha por sua associação ao mar, que representa calma e, por vezes, tempestade, refletindo as variações de comportamento e percepção das pessoas com autismo. A SME incentiva que toda a comunidade escolar participe vestindo azul no dia 1º de abril e durante as ações programadas, fortalecendo a visibilidade do tema e a cultura de acolhimento nas escolas.
Além de promover a conscientização, as atividades visam aprimorar práticas pedagógicas inclusivas, ampliar a formação de professores e fortalecer a rede de apoio para estudantes com TEA e suas famílias. A proposta é transformar a sensibilização em mudanças concretas no cotidiano escolar, garantindo acessibilidade, adaptações curriculares e estratégias de ensino que respeitem as singularidades de cada aluno.