No Mês do Consumidor, celebrado em 15 de março, autoridades e órgãos de defesa reforçam um alerta que se repete a cada temporada de ofertas: promoções atraem consumidores, mas também ampliam a ação de golpistas. A data, criada para preservar e fortalecer os direitos do consumidor, vai além das vitrines e banners promocionais e se transforma em oportunidade para orientar sobre práticas seguras de compra, tanto em lojas físicas quanto no ambiente digital.
No Brasil, a proteção ao consumidor tem base no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e é operacionalizada por órgãos como o Procon, presente em municípios de todo o país. Em Valparaíso de Goiás, por exemplo, o Procon municipal atende a população no segundo andar do Shopping Brasil Center, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, prestando orientações, registrando reclamações e mediando conflitos entre consumidores e fornecedores. O órgão local registra em média 200 atendimentos mensais, entre orientações e procedimentos formais.
Especialistas em defesa do consumidor e segurança digital alertam que o aumento do tráfego em sites e o volume de mensagens por aplicativos criam um ambiente propício para fraudes como páginas falsas, clonagem de WhatsApp e pedidos de pagamento por Pix para contas fraudulentas. Para reduzir riscos, as recomendações passam por medidas simples, mas eficazes: pesquisar a reputação da loja antes de comprar, checar a presença do certificado de segurança (cadeado HTTPS) no navegador, confirmar o CNPJ e as políticas de troca e frete, e desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado. No caso de pagamentos por Pix, a orientação é confirmar o nome do recebedor; sempre que possível, usar cartões virtuais para compras online e evitar clicar em links recebidos por mensagens, acessando o site diretamente pelo navegador.
Além da prevenção, a orientação das autoridades é documentar toda a operação: guardar comprovantes, prints de telas e protocolos de atendimento. Em situações de suspeita de golpe ou de problemas com compras, o caminho recomendado é registrar reclamação no Procon municipal e recorrer à plataforma Consumidor.gov.br para tentativa de solução direta com o fornecedor. Em fraudes financeiras, é imprescindível comunicar o banco imediatamente e registrar boletim de ocorrência.
A combinação de atenção, verificação e uso dos canais oficiais de defesa do consumidor é apontada como a melhor estratégia para transformar oportunidades de economia em compras seguras. Em cidades como Valparaíso de Goiás e em outras regiões, a mensagem é clara: aproveitar promoções exige cautela — verificar, confirmar e documentar cada transação é a forma mais eficaz de proteger o bolso e garantir o direito à reparação quando necessário.