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MotoGP Goiânia: conheça as curiosidades naturais dos parques que recebem o MotoFest neste domingo (22/3)

Neste domingo (22/3), enquanto o Autódromo Internacional de Goiânia sedia as provas do MotoGP, cinco parques da capital abrem suas portas para o MotoFest — transmissão ao vivo das corridas, shows, feiras gastronômicas e uma programação cultural que convida o público a descobrir as riquezas naturais e as histórias ambientais desses espaços urbanos. A iniciativa da Prefeitura, organizada pela Secretaria Municipal de Cultura em parceria com a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), busca descentralizar o evento e aproximar a população da natureza em áreas verdes distribuídas por toda a cidade.

A transmissão das corridas começa às 10h em todos os parques, com estrutura de telões, e a programação musical se estende à tarde e à noite, com bandas regionais e atrações locais. Mais do que entretenimento, o MotoFest é uma oportunidade para conhecer características ecológicas pouco conhecidas do público: o Parque Areião, no Setor Pedro Ludovico, abriga a nascente do córrego que dá nome ao local e reúne formações típicas do Cerrado — mata ciliar, mata de galeria e mata seca — além de fauna como o macaco‑prego; sua Vila Ambiental funciona como polo de educação ambiental e já recebeu intervenções de manejo para conter erosão junto às nascentes.

No Parque Cascavel, também chamado Parque Amazônia, a presença de um lago e remanescentes de mata de galeria cria um microclima mais ameno que favorece a biodiversidade local; a Amma realizou recentemente o plantio de 500 mudas nativas ali, ação que integra o programa de compensação ambiental vinculado ao MotoGP. O Parque Nova Esperança é exemplo de recuperação ambiental: implantado em área antes degradada por descarte irregular, hoje é um caso de recomposição florística e requalificação urbana, mostrando como intervenções públicas podem transformar terrenos abandonados em corredores verdes.

O Parque Leolídio di Ramos Caiado, na Região Norte, destaca‑se pela extensão — mais de 100 mil metros quadrados — e por estruturas de lazer que convivem com funções ambientais importantes, como infiltração de água no solo e regulação térmica local. Já o Parque Bernardo Élis, em Celina Park, oferece a Trilha Chica Machado, percurso de cerca de 3 quilômetros que conecta áreas verdes e reforça a importância dos corredores ecológicos para a fauna e a flora urbanas. Em todos os pontos haverá feiras de artesanato e gastronomia, além de apresentações de teatro, circo, dança e artes visuais, com entrada gratuita.

Para a presidente da Amma, Zilma Peixoto, levar o MotoFest para dentro dos parques é estratégia para aproximar as pessoas da natureza e reforçar a conservação desses espaços: “Os parques cumprem funções ambientais essenciais para a cidade; ocupá‑los com cultura é também uma forma de educação ambiental”, afirmou. A presença de famílias e turistas nos parques durante o fim de semana do MotoGP cria uma janela para sensibilizar sobre a preservação das nascentes, a importância das espécies nativas do Cerrado e práticas de uso sustentável dos espaços públicos.

Ao unir esporte, cultura e meio ambiente, o MotoFest pretende não só democratizar o acesso à transmissão do MotoGP, mas também estimular o conhecimento sobre a biodiversidade urbana e o papel dos parques na qualidade de vida de Goiânia. Quem for aos parques Areião, Cascavel, Nova Esperança, Leolídio di Ramos Caiado e Bernardo Élis encontrará, além da programação artística, guias e ações educativas que explicam a história de cada área verde e orientam sobre como colaborar para sua conservação.

 

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