A Operação Cidade Segura já mobilizou 38 empresas de telecomunicações em mutirões para regularizar a rede aérea de Goiânia, ação coordenada pela Agência de Regulação (AR) que reúne operadoras, concessionária de energia e órgãos de fiscalização para organizar a fiação dos postes e remover estruturas sem uso. Desde o início da operação, em outubro de 2025, o programa regularizou 4.396 postes e alcançou 119,69 quilômetros de vias urbanas, com intervenções em corredores importantes como as avenidas T-63, Mangalô, 24 de Outubro, 85, Bernardo Sayão, Marechal Rondon, Senador Jaime e a Região da 44.
A adesão crescente das empresas ampliou o alcance dos mutirões e acelerou a adequação da infraestrutura instalada nos principais corredores da capital. Segundo o presidente da Agência de Regulação, Hudson Novais, a operação foi estruturada para reunir todos os responsáveis pela ocupação da rede aérea em uma mesma frente de trabalho, e a participação das empresas ao longo dos últimos meses tem sido determinante para expandir as ações em diferentes regiões de Goiânia. A atuação conjunta permite identificar cabos sem uso, reorganizar redes ativas e remover estruturas que permaneceram instaladas mesmo após a desativação dos serviços.
Até o momento, as equipes já retiraram 110,7 toneladas de materiais da rede aérea. As ações são acompanhadas pela Agência de Regulação e pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que fiscalizam o cumprimento das normas sobre compartilhamento de postes. Após a retirada, os resíduos são encaminhados à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), responsável pela destinação adequada dos materiais, reforçando o compromisso com a segurança urbana e a gestão ambiental.
A operação também busca reduzir riscos à população e melhorar a estética e a funcionalidade do espaço público, ao mesmo tempo em que organiza a ocupação dos postes para facilitar futuras manutenções e expansões de serviços. A integração entre poder público, concessionária e operadoras cria um fluxo de trabalho padronizado que acelera a identificação de irregularidades e a execução das correções necessárias, com impacto direto na segurança viária e na qualidade dos serviços de telecomunicações oferecidos à população.