A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, o Fica 2026, estreia pela primeira vez a mostra Ecoa — Encontro de Cinema, Olhares e Ancestralidades, que exibirá dez documentários realizados por estudantes da rede pública estadual. As obras, finalistas da modalidade Audiovisual da 10ª edição do Concurso Literário de Redação Bariani Ortêncio, serão apresentadas no dia 17 de junho às 16 horas no Palácio da Instrução, na cidade de Goiás, em uma iniciativa que aproxima cinema, educação, memória e patrimônio cultural.
Desenvolvidos ao longo do concurso sob a orientação de professores da rede pública, os filmes são resultado de processos de pesquisa, escuta e criação audiovisual e dão protagonismo a jovens realizadores em um dos principais festivais de cinema ambiental da América Latina. As produções vêm de escolas estaduais de diferentes municípios goianos e trazem à tela manifestações culturais, tradições populares, memórias comunitárias e saberes ancestrais que compõem a diversidade cultural de Goiás.
Entre os temas retratados estão as Congadas de Catalão e Niquelândia, tradições quilombolas do Brejão e do Mesquita, a produção do Queijo Cabacinha, as fiandeiras de Pontalina e a história da Chica Doida em Quirinópolis, além de lendas populares e narrativas orais que reforçam a preservação da memória coletiva goiana. A mostra Ecoa também inclui a atividade Tela Aberta para Educação: Processos Criativos e Audiovisual Estudantil, que reunirá estudantes, professores e realizadores para debater as experiências de produção das obras finalistas, encerrando com a cerimônia de premiação da modalidade Audiovisual do Concurso Bariani Ortêncio.
Com o tema Água e Clima no Brasil das Nascentes, o Fica 2026 acontece de 16 a 21 de junho na cidade de Goiás e reúne mostras competitivas de cinema, atividades formativas, exposições, debates, ações ambientais e atrações culturais gratuitas. O festival é promovido pelo Governo de Goiás por meio da Secretaria de Estado da Cultura em correalização com a Universidade Federal de Goiás por meio da Fundação RTVE, com colaboração da Fundação Oswaldo Cruz e apoio de diversas secretarias e instituições estaduais e municipais.
A presença de documentários estudantis na programação reforça o papel do Fica como espaço de formação e circulação de vozes locais, conectando jovens cineastas às discussões sobre meio ambiente, memória e ancestralidade. A exibição no Palácio da Instrução promete dar visibilidade às narrativas regionais e estimular o diálogo entre educação e produção audiovisual, fortalecendo a cultura e a memória coletiva do estado.